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Contratar sem currículo e sem entrevista? Entenda quando o open hiring pode funcionar

13/10/2026
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Dá para contratar sem analisar currículo nem fazer entrevista? No modelo chamado open hiring, sim. Em sua forma original, a empresa oferece vagas de entrada a pessoas inscritas em uma lista, seguindo a ordem de chegada e os requisitos necessários para exercer a função.

A proposta ficou conhecida com a Greyston Bakery, nos Estados Unidos. Para certas vagas de produção, a empresa dispensa currículo, entrevista e consulta de antecedentes. Quando surge uma oportunidade, chama a próxima pessoa da lista e oferece treinamento e apoio depois da admissão.

O método busca reduzir barreiras que podem afastar candidatos, como processos seletivos longos ou a exigência de experiência anterior em atividades que podem ser aprendidas no próprio trabalho.

Como funciona na prática?

O primeiro passo é escolher uma função cujas atividades possam ser ensinadas de forma estruturada. A empresa define as condições da vaga, divulga o trabalho e recebe inscrições em uma lista aberta aos interessados.

Na experiência da Greyston, a oferta segue a ordem dessa lista. A falta de entrevista não elimina a necessidade de explicar jornada, remuneração, tarefas e condições de trabalho antes de fechar a contratação. O treinamento ocorre após a entrada, com acompanhamento para que o profissional desenvolva as habilidades exigidas.

Uma empresa também pode aproveitar parte dessa lógica, simplificando exigências desnecessárias em suas vagas, sem reproduzir o modelo por inteiro.

Quando vale considerar o modelo?

O open hiring tende a ser mais fácil de avaliar em vagas de entrada, com tarefas definidas e possibilidade real de treinamento. Antes de adotá-lo, o empregador precisa verificar se a atividade exige habilitação, formação específica ou outras condições que não podem ser dispensadas.

Também é preciso planejar quem fará a integração do novo empregado e como seu desempenho será acompanhado. Cortar etapas da seleção sem dar orientação no início do trabalho pode apenas transferir as dificuldades para a equipe e para o profissional contratado.

No Brasil, o open hiring não é uma modalidade especial de contrato. Havendo relação de emprego, continuam valendo as regras trabalhistas, de saúde e segurança e de registro da admissão. O manual do eSocial orienta sobre o envio das informações de admissão pelo empregador.

Para o RH e o departamento pessoal, a pergunta central é quais critérios são de fato indispensáveis à vaga e quais apenas dificultam o acesso de candidatos capazes de aprender a função. A resposta permite testar processos mais abertos sem abrir mão da estrutura necessária para receber e desenvolver quem foi contratado.


Fonte: Com informações de Contábeis